Sobre o diploma de jornalista e a morte do jornalismo

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Sabe que essa semana, no dia primeiro de abril, foi a discussão no Supremo Tribunal Federal as possibilidades de revogação da Lei de Imprensa, com a discussão da obrigatoriedade ou não do diploma para se exercer a profissão de jornalista.

Passando pelas opiniões pela intenet, as que mais me chamaram atenção sobre o assunto foram do professor Jorge Rocha defendendo a não obrigatoriedade para o diploma. E mais um texto que se refere ao Comunique-se, que diz que o diretor de conteúdo do Estadão defendeu a cobrança por todo o conteúdo do jornalismo disponível na internet, “Todos os jornais devem fechar o conteúdo gratuito e passar a cobrar. Senão, será a morte do jornalismo”.

Enquanto isso, Rodolfo Fernandes, diretor de redação de O Globo, deu uma declaração mais sensata, “Quero ver alguém convencer o meu filho a pagar por uma informação que ele foi acostumado a ter de graça”.

A verdade é a seguinte, o jornalismo está em mudança, estamos no durante, e não sabemos o que pode acontecer daqui pra frente. Mas, opiniões e discussão podem ajudar no momento do durante.

Existe cada vez mais jornais, muitos portais de notícias, muito conteúdo, muita gente pensando, escrevendo, postando. Para o jornalismo sobram duas hipóteses. A maior parte dos jornais vai fechar, aqueles que ficarem serão os que tiverem a melhor junção de conteúdo online com o offline. Isso porque a oferta de conteúdo aumenta, mas o dia continua tendo apenas 24 horas. E com tanta oferta, apenas as melhores informações e opiniões vão sobreviverer. E ponto.


A outra hipótese é o fim gradativo dos grandes jornais, daqueles que vendem centenas de milhares de exemplares. Num futuro muito próximo a coisa vai ser com venda de no máximo dez mil exemplares. Isso porque tem cada vez mais gente produzindo. E o número de pessoas lendo é mais ou menos o mesmo. E todo mundo produzindo vai ter audiência, assim, com mais gente tendo audiência, só fragmenta a que esta disponível. Lembra que o dia continuará tendo 24 horas?

Essas são as hipóteses. Mas e a obrigatoriedade do diploma de jornalista?

Com ou sem ela, só os fortes vão sobreviver, aqueles que realmente tem algo de qualidade a dizer. Não há porque ter medo de pessoas que escrevem, sejam formados ou não numa curso de jornalismo. E... claro, um sujeito formado, que fez de seu curso uma boa experiência e leva jeito pra coisa com certeza tem mais valor numa redação, né? Outra coisa lógica.

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4 comentários:

  1. Tá sobrando umas vírgulas por aí...

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  2. Tá sobrando umas vírgulas por aí...

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  3. opa, verdade, agora que percebi, confesso que o post foi escrito meio na pressa com este pensando em muitas outras coisas, soryy

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  4. opa, verdade, agora que percebi, confesso que o post foi escrito meio na pressa com este pensando em muitas outras coisas, soryy

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